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Eleies 2018 Crédito: Joo Paulo Heck e Veridiana Rhsler / RVA

Convenes partidrias encerradas neste domingo colocam 13 nomes na disputa pela presidncia da Repblica

J a disputa pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul ter oito concorrentes

  • Convenes partidrias encerradas neste domingo colocam 13 nomes na disputa pela presidncia da Repblica
    Foto: RVA

Com as confirmações das candidaturas nas convenções partidárias concluídas neste domingo, 4, a eleição para a presidência da República se tornou a mais disputada desde 1989. Serão 13 candidatos. Já a disputa pelo Piratini terá oito concorrentes. Com relação aos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, a região do Vale do Rio Pardo tem, pelo menos, 22 nomes na disputa.

Veja quem são os candidatos a presidente: 

*Com informações da Agência Brasil*

Álvaro Dias (Podemos)

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.

 

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

 

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a "dignidade roubada" dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.

 

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.

 

Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.

 

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado, no dia 22 de julho, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente. O candidato prometeu ainda privatizar estatais.

 

João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.

 

João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.

O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.

 

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu, na convenção, uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que "querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas".

 

Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.

 

Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.

 

Candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul:

José Ivo Sartori (MDB)

Ao Piratini, confirmou candidatura o atual governador José Ivo Sartori (MDB), que busca a reeleição ao lado do vice José Paulo Cairoli (PSD). Eles têm o apoio de PSD, PSB, PR, PSC, Patriota, PMN e PTC.

 

Eduardo Leite (PSDB)

É apoiado pelos partidos Progressistas, PTB, PRB, PPS, Rede e PHS, e terá como vice na disputa Ranolfo Vieira Júnior (PTB).

 

Miguel Rossetto (PT)

O vice-governador de Olívio Dutra e ministro nos governos Lula e Dilma, terá Ana Affonso (PT) como vice.

 

Jairo Jorge (PDT)

Tem como vice Cláudio Bier (PV) e recebe o apoio de PV, Pode, Avante, PPL, SD e PMB.

 

Abigail Pereira (PCdoB)

Disputa o Governo Gaúcho com junto do vice Tiago Souza da Silva (PCdoB).

 

Mateus Bandeira (Novo)

Concorrendo pela primeira vez, inicia a caminhada ao lado do vice Bruno Miragem (Novo)

 

Roberto Robaina (PSOL)

Tem apoio do PCB e concorre junto com a vice Camila Goulart (PSOL).

 

Júlio Flores (PSTU)

Tendo concorrido 11 vezes a diferentes cargos, nunca se elegeu. E dessa vez, concorre ao governo ao lado de Ana Clélia Schneider (PSTU), que vai como vice.

 

Gaúchos no cenário nacional:

A senadora Ana Amélia (Progressistas), foi confirmada como vice de Geraldo Alkmin (PSDB). O ex-governador, Germano Rigotto (MDB), será vice de Henrique Meirelles (MDB). General do Exército, Antonio Hamilton Mourão (PRTB), será o vice de Jair Bolsonaro (PSL). A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) pode ainda ser indicada vice de Fernando Haddad (PT), se Luís Inácio Lula da Silva (PT) não conseguir concorrer.

 

Candidatos a deputado Estadual e Federal na região:

O Vale do Rio Pardo terá, pelo menos, 22 candidatos na eleição de outubro. A deputado Federal concorrem Marcelo Moraes (PTB) – e por conta disso o atual deputado Federal Sérgio Moraes, pai de Marcelo, fica fora do cenário político neste ano -, Heitor Schuch (PSB), Eduardo Wartchow (Novo), Professor Jamal (Rede), Zequinha (PPS) e Nislon Lehmen (MDB), de Venâncio Aires.

Já para deputado estadual concorrem pela região André Scheibler (SD), Tiago Baggiotto (MDB), Leonel Garibaldi (Novo), Bete Michailoff (Novo), Hilário da Silva (PR), Edson Brum (MDB), Adolfo Brito (Progressistas), Kelly Moraes (PTB), Ari Thessing (PT), Paulo Gomes (PRB), Dianefer Schwendler (PT), Pedro dos Santos (PV), Daniel Fagundes (PSL), além de Airton Artus (PDT), Celso Kramer (PTB) e Vinicius Medeiros (PSDB), que são de Venâncio Aires.

 

Candidatos ao Senado:

Para vagas no Senado, concorrem pelo Rio Grande do Sul Paulo Paim (PT), Beto Albuquerque (PSB), José Fogaça (MDB), Luis Carlos Heinze (Progressistas), Mário Bernd (PPS), Everlei Martins (PCdoB), Cleber Soares (PCB), Carmen Flores (PSL), Romer Guex (PSOL), Sandra Weber (SD), Marli Schaule (PSTU) e João Augusto Gomes (PSTU).

 

Datas eleições 2018:

Após o período das convenções partidárias, a homologação das candidaturas deve ocorrer até 15 de agosto. No dia 16 será liberada a propaganda eleitoral em comícios e carreatas, além da distribuição de santinhos e propaganda na internet. Já a propaganda em rádio e TV será liberada somente após o dia 31 de agosto. O primeiro turno das eleições 2018 ocorre em sete de outubro, e o segundo turno está previsto para o dua 28 de outubro.

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