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ESCRAVISMO Crédito: Eduardo Wachholtz e Veridiana Rhsler / RVA

Ministrio Pblico do Trabalho identifica caso de escravismo em Venncio Aires

Idoso de 61 anos foi resgatado em uma propriedade em Linha Campo Grande

  • Ministrio Pblico do Trabalho identifica caso de escravismo em Venncio Aires
    Foto: Divulgação

O Ministério Público do Trabalho realizou ações de investigação e identificou um caso de escravismo em Venâncio Aires. Um idoso de 61 anos foi resgatado em uma propriedade no interior do município. O caso foi em Linha Campo Grande. Segundo o MP do Trabalho, o homem estava em situações análogas ao trabalho escravo e vivia em situação precária.

De acordo com a procuradora do Ministério Público do Trabalho de Santa Cruz do Sul Thaís Bruch, o homem trabalhava há anos na propriedade rural como peão sem receber renumeração correta. Ele também não tinha acesso à água para consumo e para o preparo da alimentação, nem a condições de higiene e um local adequado para realizar as necessidades fisiológicas.

A vítima, que foi encontrada subnutrida, não tinha acomodações adequadas, dormia em um galpão destinado para armazenagem de tabaco e recebia alimentação escassa. O idoso trabalhava em troca do lugar para dormir e alguma quantidade de bebida alcoólica. “Havia um trabalhador que estava em uma situação degradante há muitos anos, em condições de miserabilidade, cuja habitação era um galpão adjacente ao depósito do fumo, que não havia instalações sanitárias, então suas necessidades fisiológicas eram feitas no mato”, explicou a procuradora. Thaís Bruch também ressaltou que o homem nem tinha água para beber, tomar banho ou lavar roupas: “durante todo o período que ele viveu lá, nunca foi fornecido água, nem pra consumo, nem para preparar as refeições, muito menos para lavar suas roupas. Ele usava somente um regador e uma garrafa pet para pegar água em um vizinho”.

A investigação teve início a partir de denúncias. Os fiscais realizaram ações e confirmaram a situação. O homem foi resgatado e encaminhado para uma casa de acolhimento. Nenhum membro da família dele foi localizado. Os donos da propriedade devem responder nos âmbitos administrativo, penal e trabalhista.

Ouça entrevista concedida pela a procuradora do MP do Trabalho de Santa Cruz do Sul Thaís Bruch: 

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